PALAVRA DO PRESIDENTE

Presidente do Sindehotéis é vítima de violência de policiais durante manifestação contra a PEC 55 em Brasília

Milhares de trabalhadores, representantes de entidade de classe, e estudantes de todo o país, tiveram suas vidas marcadas de forma sórdida nesta terça feira (29), em frente ao Congresso Nacional, em Brasília. Todos estavam mobilizados contra emenda constitucional PEC 55, carro-chefe do governo Temer, que prevê o congelamento de investimentos públicos em diversas áreas, principalmente áreas como saúde e educação, pelo período de 20 anos, o que configura um dos maiores golpes da história do país.

“Em vez de diálogo do governo golpista e toda sua bancada intransigente, a resposta é a violência das forças policiais”, contou o presidente do Sindehotéis Luiz Henrique Pereira da Silva, que reagiu a truculência do governo, durante a manifestação no Congresso Nacional contra a PEC 55, conhecida como “PEC da Morte”.

“É inaceitável e intolerante a atitude de um representante do povo brasileiro. As tropas de choque da Polícia Militar corromperam uma manifestação pacífica, limpa e honesta. Temos o direito de reivindicar pelos nossos direitos e pelo que acharmos necessário dentro da legalidade constitucional, mas fomos recebidos com bombas de gás lacrimogêneo e spray de pimenta, um fato lamentável para os senadores que se dizem representantes do povo brasileiro, um golpe massacrador aos trabalhadores do nosso país”, completou o presidente Luiz Henrique durante manifestação na Esplanada dos Ministérios.

“Somos trabalhadores e exigimos respeito. Estamos apenas demonstrando nossa indignação e contrariedade à medida imposta por um governo que não respeita o papel do trabalhador. Tirar a livre manifestação dos movimentos sociais é realmente ferir um direito que nós temos. Fomos atacados de forma sórdida e truculenta”, contou a vice-presidente do Sindehotéis Magali Pinto Barbosa, que também vítima da ação violenta das forças de segurança do Distrito Federal.

A proposta de Michel Temer já foi aprovada em dois turnos na Câmara dos Deputados e agora tramita no Senado Federal sendo o texto aprovado por 61 votos a 14, o que mostra o significativo apoio do governo Temer no Congresso. A PEC visa um ajuste fiscal congelando os investimentos da União por 20 anos.

Concluída a análise em primeiro turno, a PEC deverá ser analisada em segundo turno no próximo dia 13 de dezembro – no qual também precisará do apoio de, ao menos, 49 senadores.

Foto/Portal Vermelho

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