Em audiência decisiva no MPT, Sindehotéis lutará por reajuste digno para categoria de hospedagem e gastronomia

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A insensibilidade e intransigência dos empresários do ramo de hospedagem e gastronomia têm impedido a concessão de um reajuste salarial decente à classe trabalhadora. Inconformados com a postura irredutível do patronal, a diretoria do Sindehotéis, gestão “Fortalecendo a Luta”, tem atuado insistentemente para garantir o direito que assiste a categoria. A batalha tem sido travada desde fevereiro, e de lá pra cá, os patrões hoteleiros não demonstraram uma preocupação sequer com os trabalhadores, que têm sido prejudicados com a falta do reajuste.

O presidente do Sindehotéis, Luiz Henrique Pereira da Silva, reitera que a não concessão do reajuste da categoria é fruto da intransigência do patronal, que não tem respeitado seus trabalhadores. No começo das negociações, os empresários propuseram um indecente percentual de 3%, depois 5% e o último de 6%, muito aquém do pleiteado pela categoria e da inflação acumulada do período, que foi de 9.83%.

“Companheiros e companheiras da categoria hospedagem e gastronomia de São Luís, São José de Ribamar, Raposa e Paço do Lumiar. Quero aproveitar a oportunidade para justificar aos nossos trabalhadores a demora do nosso reajuste salarial da categoria. Já tivemos várias reuniões no Ministério do Trabalho e Ministério Público do Trabalho com o sindicato patronal. Em cada encontro, o patronal manteve uma proposta indecente para os trabalhadores. E nós não vamos aceitá-las. Quero dizer aos companheiros e companheiras que o sindicato não está parado. Estamos na luta, buscando acordos individuais para que possamos avançar nas negociações. Temos conseguido realizar vários acordos individuais razoáveis acima da inflação”, explanou.

O representante sindical reforçou a importância dos trabalhadores hoteleiros no desenvolvimento do setor. “Esses trabalhadores enriquecem os patrões da hotelaria. Recepcionam nossos turistas e visitantes, e garantem um bom atendimento. No mínimo, precisam ser respeitados. Não podemos concordar com o reajuste de 6%, apresentado pelo sindicato patronal, através da sua diretoria, e nem com a intransigência do setor patronal em não nos valorizar e respeitar. Uma categoria tão importante como é a do setor de hotelaria e gastronomia não pode ser desrespeitada” pontuou.

No último dia 12 de agosto, data em que se comemora o dia do hoteleiro, a categoria se reuniu para celebrar a data e aproveitou para realizar uma grande manifestação. O ato foi um protesto organizado contra a inflexibilidade e dureza do sindicato patronal, que tem retido o direito dos trabalhadores, que diariamente se esmeram para realizar um serviço de excelência e atendimento de qualidade nos hotéis, bares e restaurantes de São Luís, São José de Ribamar, Raposa e Paço do Lumiar.

Diante desse impasse, uma nova audiência será realizada entre os representantes da classe patronal e dos trabalhadores, no Ministério Público do Trabalho (MPT). O encontro está agendado para às 9h da próxima segunda-feira (26). “Essa será nossa última tentativa. E se Deus quiser, fecharemos um acordo decente para a categoria. Mas, se o patronal insistir com a mesma proposta descabida, seremos obrigados a levar o processo ao Tribunal Regional do Trabalho para que possamos receber nossa reposição inflacionária.  Quero aproveitar a oportunidade, e mais uma vez, pedir desculpas para todos os trabalhadores pelo fato de ainda não termos conseguido nosso reajuste. Mas, espero a compreensão de todos. Que Deus abençoe cada um de nós”, concluiu o presidente do Sindehotéis.

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